sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Seu Pendrive tem Blutufe?





Oswaldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:
- Moça, vocês têm pendrive?
- Temos, sim.
­-O que é pendrive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.
- Bom, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
- Ah, É como um disquete...
- Não. No pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O disquete, que nem existe mais, só salva texto.
- Ah, tá bom. Vou querer.
- Quantos gigas?
­- Hein?...
- De quantos gigas o senhor quer o seu pendrive?
-­ O que é giga?
- É o tamanho do pen.
-­ Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
- Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
­- Ah, tá. E quantos tamanhos têm?
- Dois, quatro, oito, dezesseis gigas...
­- Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
- Neste caso, o melhor é levar o maior.
­- Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
- Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
­ - Como?...
- É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
­- USB não é a potência do ar condicionado?
- Não, aquilo é BTU.
­- Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.
- USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
-­ Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete?
- Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha? Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.
­- Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
- Quem sabe o senhor liga pra ele?
­- Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda nem aprendi a discar.
- Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filmadora, radio AM/FM, TV digital, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless....
-­ Blu... Blu... Blutufe? E micro-ondas? Dá prá cozinhar com ele?
- Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
-­ Pra que serve esse tal de blutufe?
- É para um celular comunicar com outro, sem fio.
- Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...
- Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.
­- Ah, e antes precisava fio?
- Não, tinha que trocar o chip.
­- Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip...
- Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.
­- Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
- Momentinho... Deixa eu ver... Sim, tem chip.
­ - E faço o quê, com o chip?
- Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
- Sei, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...
- Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.
-Oswaldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta: Oi filhão, é o papai. Sim. Me diz, filho, o seu pen drive é de quantos... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura.

-­ Então tá, filho, papai está comprando o teu pen drive. De noite eu levo para casa.
- Que idade tem seu filho?
­- Vai fazer dez em março.
- Que gracinha...
­- É isso moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
- Certo, senhor. Quer para presente?
-Mais tarde, no escritório, examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa. "Máquina infernal", pensa. Tudo o que ele quer é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha a infelicidade de ter mais de quarenta, saberá compreender.
- Em casa, ele entrega o pen drive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um 'havy metal' infernal invade o quarto e os ouvidos de Oswaldo.
-Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:
-Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
-­ Teu celular tem entrada USB?
- É lógico. O teu também tem.
­- É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pen drive e ouvir pelo celular?
- Se o senhor não quiser baixar direto da internet...
-Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
­- Sabe que eu tenho Blutufe?
-Como é que é?
­- Bluetufe. Não vai me dizer que não sabe o que é?
- Não enche, Oswaldo, deixa eu dormir.
-­ Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?
-Claro que lembro, Oswaldo. Hoje é bem melhor, né?
- Várias coisas numa só, até Bluetufe você tem. E conexão USB também.
- Que ótimo, Oswaldo, meus parabéns.
­- Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
- Ué? Por quê?
­- Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e tudo o que sei já está superado.
- Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
­- Ué? A nossa estragou?
- Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
­- Tudo isso?...
- Tudo.
­- A nova vai ter blutufe?
- Boa noite, Oswaldo, vai dormir que eu não agüento mais...

(o autor é desconhecido, mas pode ser algum de nós, ou alguém, que nasceu nos anos 40, 50, 60,70, 80, até nos 90)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sua Excelência, o cliente! Por Fernando Camelier



Em pouco tempo vamos receber delegações e turistas de todo o mundo para a copa de 2014 e a questão é como estão sendo tratados os seus clientes?
A copa é apenas um subterfúgio para entrar no assunto, mas se você é empresário é interessante que tenha uma ideia de como o seu cliente está sendo atendido, até mesmo para ter a noção de quantos não voltarão a fazer compras em seu estabelecimento ou a utilizar os seus serviços.
Muitos empresários se preocupam em oferecer um excelente produto ou serviço para os consumidores, mas esquecem da parte vital que é o atendimento. Para deixar o seu cliente satisfeito é necessário fazer com que os seus clientes internos (funcionários e colaboradores) se sintam felizes e vistam a camisa da empresa.
O cliente é quem paga a conta, então vale a pena se por no lugar dele e imaginar se vale a pena pagar por um produto ou serviço se o atendimento não for adequado. Por exemplo, vá a um supermercado e encha o seu carrinho de produtos, sabendo que a conta poderá ser bem alta. Qual o trabalho do vendedor nesse caso se você tirou cada produto da prateleira? Agora avalie o tempo perdido e o estresse ao enfrentar filas gigantescas, operadores de caixa mal humorados que jogam os seus produtos de qualquer forma e ainda ter que pagar caro por isso.
Esse é apenas um exemplo prático de como os clientes são mal atendidos e por enquanto ainda estão voltando. Acontece que um dia, com uma nova concorrência, poderão não mais voltar.
Outros exemplos? Restaurantes, lojas diversas, padarias, lanchonetes, motoristas de táxi e muitos outros ramos vitais onde o atendimento poderá fazer a diferença para fidelizar o cliente.
Após a copa, as delegações e turistas vão embora, mas fica a experiência de atender bem ao cliente e ter a expectativa de seu retorno.
Esse é o momento de se preparar para esse futuro e investir em uma consultoria de marketing, fazer um planejamento estratégico e prover um treinamento a seus funcionários fazendo com que eles se tornem conscientes de que dependem do cliente para ter sucesso.


Fernando Camelier é consultor de marketing.
Contatos: lfcamelier@tdf.com.br

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Seriam os nossos jovens os verdadeiros culpados? Por Kathya

Se existe algo que deixa questionamento em meus pensamentos, é a insistente afirmação de que os nossos jovens estão despreparados pra se tornarem adulto consciente e zeloso do dever quer seja cívico ou moral.
Mas como saber o que é civilidade e moral, se aqueles que deveriam obrigatoriamente elaborar o rascunhado dever de casa, lhes expõe uma sociedade má, injusta e desrespeitadora?
Como acreditar em insígnias de um país onde os nossos governantes sequer lembram-se desse símbolo máximo de civismo? E o que dizer das famílias que estão recortadas e absolvidas por inúteis sensações de que o valor maior hoje esta moldado no aspecto financeiro?
E o que dizer das instituições educacionais que preparam - em sua maioria - ao adolescente para novas escolas seguidoras de valores baseados em custos financeiros e, em nenhum instante, o valor ao próximo? Será que estamos no direito de cobrar dessa juventude absorta em mediocridades a alguma coisa, ou estamos simplesmente “engordando” os nossos “porcos” para que eles mesmos procurem a saída para nos abater?
Mergulhados na lama podre de uma sociedade doentia, e que já não mais sofre por/ de amor; caminhamos atordoadamente a procura de sensações passageiras, momentos fúteis, que refrigeram ao corpo, mas não a alma. São instantes que não se eternizam que não são lembrados. E o amor que outrora foi o mais honrado dos sentimentos, também não é destaque em horário considerado “nobre”. O que avilta é a dor em saber o quanto perdemos diante de uma passagem tão curta e que merecidamente deveria ser honrada.
Quem sabe o fato de não termos ídolos nem heróis no século XXI nos impulsionem a situações macabras, pois o que nos deparamos é com vampiros. Aqueles que de alguma forma sugam as nossas energias em benefício próprio, que procuram apresentarem-se como seres capazes de construir um mundo mais igualitário, e em verdade somos persuadidos a um precipício sem volta, onde as dores da alma são mais inflamadas do que as feridas que estão expostas no corpo físico.
A esperança tem dado lugar à acomodação frustrada. E, em meio a tantas dúvidas, os chamados adultos procrastinam os seus erros apontando – os para os que deveriam lhes ter como modelo de vida.


Kathya é colaboradora do Blogstorm
Acesse o blog de kathya: www.kthyjasegredos.blogspot.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Por onde andam os nossos verdadeiros adolescentes? Por Káthya








Convivemos em Salvador com as mais variadas “tribos”, porém a triste realidade é a de que os nossos adolescentes se infiltraram no que outrora chamaríamos de submundo, e afrontam a tudo e a todos, não mais como os antigos “aborrecentes”, e sim como pessoas capazes de todos os tipos de leviandade. E onde erramos, nós, adultos?

Creio que a permissividade, a falta de autoridade, os momentos em que os castigos se fazem necessário, nas falas usadas para com os mesmos, e uma quantidade absurda de fatores que pluralizam a tal contexto.

Em verdade, não é o clima de verão que norteia em todas as estações que “esquentam” à libido, nem a famosa comida apimentada. É preciso sim, que valores familiares, ético, sociais e religiosos sejam reacendidos e preservados. Por toda e qualquer esfera da sociedade é preciso aparecer aquele que conduzira ao grupo, e isso ocorre desde a pré-história, e até mesmo entre os irracionais. Todavia, se o “chefe”, o “condutor” não tiver as rédeas, o controle, de nada adiantara.

Invadiram os nossos ouvidos com letras pornográficas e danças erotizadas que caberiam muito bem em um prostíbulo, as músicas tem a batida forte, o som contagiante, mas o que é loucamente despejado é algo demasiadamente podre. Daí, o que se observa é desde a mais tenra infância, atos insanos sendo batizados com os nomes mais variados possíveis. E, quando o carnaval se aproximava – e não faz muito tempo – já começávamos a imaginar o que estava por vir, mas agora, em todo o ano a cidade é contagiada por uma sodomia exaustiva, que numa total falta de controle, debocha da nossa verdadeira cultura.

E os nossos jovens? Esses, homens e mulheres, se despem de corpo e alma e seguem ao encontro da permissividade, da promiscuidade, das drogas, e tudo o mais que possa denegrir.

Nas escolas em sua maioria, os professores se sentem reféns dos fones de ouvido, os quais dominam as classes afrontando a quem quer que seja, e quando solicitado que o mesmo seja desligado, as afrontas vão desde a ofensa verbal a espancamento a aqueles que, em alguma era, foi visto em nossa Bahia, como mestres. E como esquecer nomes que encenaram a cultura desse País? O que fazer para “limpar” da nossa terra tais vândalos?

Creio que seja simples, porém exaustivo, uma vez que tal praga se espalhou provocando histeria quase que coletiva. Vamos unir famílias, professores, religiosos, e todos os que acreditem que são contemplados com a essência da vida, com a decência, com a moral, e juntos, reavaliarmos as nossas fraquezas, relembrando que os nossos antepassados lutaram para nos propiciar uma vida mais justa e digna, uma pátria mais sólida e gentil, um povo heróico e guerreiro. Não podemos esperar que em todos os verãos sejamos invadidos por outros povos que vêm a Salvador ver e se horrorizar com um carnaval de violência, onde as ruas são pavimentadas por dejetos humanos, as nossas praças se tornam motéis a céu aberto, os jovens são negociados pela prostituição, nos camarotes enjaulam-se pessoas, que a preços exorbitantes, são escoltados ate o local para que tenham “segurança” de observar nas ruas cenas que maquiavelicamente denigrem a nossa velha capital. E as drogas – Oh! Céus - se propagam em cada esquina e bloco levando consigo dependentes de uma falsa alegria, onde os sonhos se tornam pesadelos e já não mais da para caminhar contra o vento, sem lenço e sem documento, nada no bolso ou nas mãos.
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Káthya tem alguns artigos publicados no blogstorm. Confira nos artigos anteriores.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desafio de um verdadeiro atleta









Desafio. Esta palavra pode ter muitos significados, porém na vida de Ricardo Serravalle ela tem representado mais que o cumprimento dos seus objetivos, foi este o responsável pela sua vitória perante os obstáculos impostos em sua vida.
Atleta desde a infância Ricardo teve passagens pelas categorias de base do Esporte Clube Bahia, pela natação, artes marciais, maratonas aquáticas e triathlon. Neste último, em julho de 2009, aos 32 anos quando se preparava para a Travessia a nado Mar Grande Salvador (14km em mar aberto) e uma prova de Triathlon Ironman (3,8km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida) sofreu três AVC isquêmicos onde teve de ser submetido a um delicado procedimento para o implante de uma prótese cardíaca devido há um problema congênito no coração.
As dúvidas se iria sobreviver, se teria sequelas ou se poderia voltar ou não a pratica dos esportes permearam sua mente e produziram efeitos psicológicos devastadores. Com a ajuda dos familiares e médicos, após seis meses de recuperação ele já estava de volta aos treinamentos.
Mas o destino reservava ainda uma outra surpresa, apenas três meses após o seu retorno, numa partida de futebol com os amigos sofreu um grave acidente rompendo praticamente todos os ligamentos do seu tornozelo esquerdo, fraturando o tálus tibial, fíbula e sofrendo perda de cartilagens. Para recuperação foi realizada uma cirurgia de mosaicoplastia para reconstrução total do seu tornozelo com a colocação de quatro grandes parafusos e enxertos de cartilagens retirados do joelho esquerdo. Mais seis meses se passariam até que voltasse a encostar o pé no chão novamente. Os questionamentos sobre o porque daquilo tudo estar acontecendo emergiram novamente e, segundo o próprio Ricardo o conflito entre o que mandava o seu coração e o que dizia seu corpo foi um dos maiores desafios de sua vida.
“Pela primeira vez em minha vida acho que pude sentir um pouco o que é a depressão. Mas isso não durou muito, depois de algum tempo, ainda na fase de recuperação, decidi ouvir meu coração, afinal, não acho que deveria desistir. Fui atleta minha vida inteira, já me machuquei muito, não com tanta gravidade, mas amo o esporte. É como o ar que respiro, minha motivação para viver. Apesar de trabalhar na frente do computador, quando acaba o expediente me transformo numa espécie de super-herói e vou curtir meus desafios e realizações. Isso é o que dá prazer, isso é minha vida.”
Apesar de ter decido que não iria desistir dos esportes e consequentemente de sua alegria em viver Ricardo ainda tinha que passar por longas sessões de fisioterapia, afinal o estrago foi enorme, a cirurgia de reconstrução havia durado mais de seis horas e o seu médico, por precaução, não havia lhe dado muitas esperanças de um dia retornar as corridas.
Como um bom soldado seguiu à risca as recomendações médicas e logo estava de volta aos esportes se dedicando as provas de maratonas aquáticas enquanto ainda estava tentando a todo custo reabilitar o seu tornozelo.
Em maio de 2011, foram dados os primeiros trotes, mesmo que ainda de leve e, em julho, apesar de ainda sentir desconforto já estava correndo 07 km. Esta simples conquista o fez sonhar novamente em completar os objetivos traçados antes do AVC e do acidente com sua perna esquerda.
A Travessia a nado Mar Grande Salvador e o Ironman voltaram a sua mente como um grande desafio, desta feita não apenas para acalentar o seu espírito aventureiro, mas como o exemplo de superação para tantas pessoas que necessitam de estórias como essa como inspiração.
Após ouvir de várias pessoas que sua estória daria um belo livro. Ricardo, que também é escritor nas horas vagas, mesmo relutando inicialmente, repensou os conselhos e decidiu que este livro era praticamente uma obrigação.
“Se puder ajudar uma pessoa que seja já estarei realizado. Não penso em ganhar dinheiro com o livro, quero apenas ajudar as pessoas que passam ou passaram por dificuldades na vida e mostrar a elas que quando amamos algo, seja lá o que for, podemos vencer nossas limitações.”
Esta trajetória está sendo escrita e já tem título, se chama: “+ ALTO + RÁPIDO + FORTE. O Complexo do Super-Herói na Mente do Atleta”. Para tanto Ricardo conseguiu juntar ao projeto uma equipe multidisciplinar de primeira categoria que estão dedicados a tornar este sonho uma realidade.
Para quem deseja acompanhar este aventura basta acessar o blog do atleta. O internauta encontrará, além de todas as informações sobre o projeto e até um diário sobre esta aventura, muito conteúdo sobre esportes.
Todo este desafio para o livro ensejará em um ano e quatro meses de treinamentos e competições de alto rendimento, além de viagens, hospedagens e custos. Caso alguma empresa queira patrocinar este belo projeto poderá entrar em contato com o próprio Ricardo.





Para contatos e maiores informações acessem: www.ricardoserravalle.blogspot.com

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sou um fora-da-lei




Fui multado por pagar escola para os meus funcionários

Por Silvino Geremia (Entrevista para a Revista Exame)

Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.
O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.
Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso.

Matéria publicada na revista Exame edição 0619 disponível em http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0619/noticias/sou-um-fora-da-lei-m0049688?page=1&slug_name=sou-um-fora-da-lei-m0049688

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ainda haverá de passar muita água debaixo dessa ponte‏ por Káthya



Por ironia do destino buscamos acreditar –se tivermos o coração e a alma limpos – que as pessoas são capazes de mudar o seu temperamento hostil, discriminador e auto-suficiente diante das mazelas do mundo.
Em verdade, todos gostariam de viver eternamente o belo, o maravilhoso, o eterno viver. Porém, sabiamente somos determinados a sentir o frio, a dor, a perda, a morte.
Tudo o que esta no alto desaba a qualquer momento, e o que é pior, se a base que construímos não estiver sólida, não temos a menor escapatória, senão o desespero. Será, quem sabe, inesperado, agradecer por sentir que podemos nos surpreender não somente com a felicidade.
É interessante o quanto nos questionamos, bravejamos, e interrogamos, ao percebermos que a vida traça caminhos árduos. Também ficamos na expectativa do quando a sentença será proferida diante de alguém cuja insensatez e perfídia nos denota temor ou horror. Por que não reconhecer que até vibramos com aquilo o que poderíamos chamar de derrota ou castigo.
Mas o que é castigo para essas pessoas? Será que são capazes de compreender que estão sendo testadas ou convidadas a se redimirem da vaidade que lhes assola a alma? É necessário que surjam grandes pedras em nossa estrada para que os cascalhos sejam contemplados.
Se for verdade que para conseguimos o ápice da sociedade moderna será preciso nos tornar modelos de vaidade, é preciso lembrar-se da insensatez diante da imagem que será projetada de um ser humano frágil, vazio, incapaz de devolver ao seu próximo o amor mais puro que lhe será oferecido. Em nome de conquistas materiais, poderá ser capaz de estonteado pelo “falso poder”, debater-se em sua própria angústia, e dissociar-se dos grupos sociais a que realmente pertence, para mascarar-se diante da futilidade da sua própria existência.
E a tão cobiçada ascensão social será capaz de “abraçar” a essa criatura que na vã tentativa do poder esbarrou-se com convicções que transtornaram a sua espedaçada trajetória histórica? Quais serão as suas reais convicções?
Vivenciamos a um momento narcisista, onde as pessoas se voltam para a própria imagem, sendo incapazes de estender a mão para o seu semelhante. A vaidade e o egoísmo, ou para os crédulos, a falta de amor a Deus, nos conduz a vertiginosa queda humana, estamos deformados diante da vaidade, e a nossa alma apenas vaga diante da ilusão.
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Káthya tem alguns artigos publicados no blogstorm. Confira nos artigos anteriores.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nada muda se você não mudar por Herval Filho

Recebi esta frase de um ex-gerente com o qual trabalhei durante um ano, após “reclamar” da situação profissional que me encontrava, em parte por ter acreditado nele e na minha capacidade de realizar minhas tarefas com zelo e profissionalismo extremos. Apenas isso não basta e ele tinha toda a razão. Com o passar dos anos de trabalho a experiência adquirida deve retroalimentar mudanças de postura quando nos deparamos com situações as quais não podemos ser protagonistas da mudança. Atualmente chamam isso de resiliência, termo este emprestado da física que caracteriza os indivíduos pela sua capacidade de lidar com problemas superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse, etc. – sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003) que estudou a resiliência em organizações argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer.
Confesso que em principio fiquei muito irritado com o conselho desse meu ex-gerente, mas hoje percebo que ele em muito me ajudou a mudar a minha forma de encarar as adversidades que surgiram e vão continuar a surgir na minha vida profissional. Mesmo me considerando um profissional com experiência e em vésperas de completar 32 anos de trabalho, hoje eu sei que nunca é tarde para mudarmos os nossos conceitos sem, contudo, perder a nossa essência e os valores éticos e profissionais que adquirimos ao longo dos anos, sobretudo pautados na nossa origem familiar.
Um grande erro que todos nós cometemos é o da miopia corporativa. A miopia se caracteriza pela dificuldade em enxergar os objetos colocados à distância. Profissionalmente associamos essa “miopia” pela dificuldade de enxergar aquilo que não está ao alcance do papel que desempenhamos na estrutura organizacional. Traduzindo isso para uma linguagem mais palatável seria algo como não enxergar o que está por detrás das cortinas do poder. Cada um de nós é uma peça que move uma grande engrenagem corporativa. Disso temos que ter a consciência. Num grande tabuleiro de xadrez quem é sacrificado em primeiro lugar? Respondeu certo quem disse que são os peões. Eu, particularmente, não conheço nenhum jogador de xadrez que entregue a sua rainha de mão beijada. No caso em voga, citado no começo desse artigo, a minha reclamação foi porque não gostei de fazer o papel de peão num determinado jogo de xadrez corporativo. Hoje, entendo que aquele meu ex-gerente atuava como um cavalo e aqueles que conhecem os movimentos que faz um cavalo no jogo de xadrez sabem que este ocupa muitas casas fora do alcance dos seus adversários. Cabe a mim, exclusivamente, agir para não ser sempre o peão a ser sacrificado nas próximas partidas de um jogo corporativo. O processo de mudança ao qual me refiro nada tem que ver como atitudes revanchistas. Ao contrário do que pode parecer esse artigo, quando citam experiências negativas, o processo de mudança é interno, gradual e constante, porque necessita de internalização de novos conceitos, dentre eles o de aceitação das nossas limitações. O ser humano está em contínuo processo evolutivo e mudanças são importantes para garantir a sua sobrevivência, seja ela no mundo animal ou, nesse caso, no mundo corporativo. Comece mudando sua visão idílica do trabalho. Procure ser alguém que escuta mais, fala menos (low profile) e age não apenas proativamente, se antecipando às jogadas nesse tabuleiro empresarial, mas, sobretudo, descobrindo quem é que move os jogadores e não apenas os que atuam fazendo o papel de cavalos, torres ou bispos. A rainha também pode ser sacrificada nesse jogo, mas o importante é preservar o rei. Descubra quem preserva o rei e seus dias de peão ficarão apenas como lembranças do passado.
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Herval Filho é um grande amigo e já escreveu no Blogstorm o artigo "Corrida de Bigas". Veja no arquivo do blog de fevereiro de 2010.
Siga Herval Filho no Tweeter: @hervalfilho

sábado, 2 de julho de 2011

Ciência também é arte! Por Assis Garcez

Educação artística, muito bom! Proporcionar às crianças em situação de risco o contato com a arte é extremamente salutar, fazer com que saiam do seu cotidiano, seu mundo um tanto restrito pela falta e sua realidade onde ser criança – é não ser. ONGs; instituições públicas, privadas e religiosas; ações da sociedade civil; existem, é verdade. Ver, saber que tais crianças estão aprendendo tocar instrumentos musicais, até mesmo de latas confeccionadas por elas é gratificante. Mas isso basta?

Curiosidade. É sempre bom ter. Ciências, afinal é bom ou não conhecer?

Oportunidades. Oportunidade de aprender, de conhecer – de entender como a miséria - injustiça social – é mãe de muitos artistas, pessoas que tiveram oportunidades e conseguiram abraçar ideias e assim saíram de tal situação – miséria. Mas a pobreza somente pode ou deve ser mãe de artistas?

Cientistas, físicos, matemáticos, engenheiros; serão até quando órfãos da pródiga mãe – injustiça social?

Seria ditadura das artes, oferecer na maioria das vezes à essas crianças os tambores, a dança, os jogos, a oportunidade em aprender fazer instrumentos musicais com materiais reciclados?

A sobrevivência dos pandas, micos e afins, não depende da ciência? A salvação do planeta - megalomania? - Não depende em maior proporção da ciência? Ou somente educação resolve? Resolve para quem tem a consciência pesando uma tonelada em tanto jogar comida fora.

Instituições de ensino e religiosas, empresas e Ongs; promover ações voltadas ao estímulo da curiosidade científica é oferecer oportunidade a quem não tem muitas a aproveitar, afinal; nem só com tambor se estimula cidadania à crianças em situação de risco; ciência também é educação, e a propagação através do lúdico com apresentações de oficinas e experiências científicas para crianças - tem a força de criar chances para que tenhamos cientistas, tecnólogos, engenheiros e físicos vindo do improvável.
Assis garceZ - Um grande amigo, fotógrafo profissional e editor do blog - varalrevista. (varalrevista.blogspot.com)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O que pode levar alguém a escrever um livro? Por Evandro Daolio




A idéia de começar a escrever sobre minha vida vem de longe. Muitos amigos sugeriam que por diversas vezes eu o fizesse, quando presenciavam algum acontecimento engraçado sobre minha vida. Nunca imaginei que isso seria possível. Achava graça nas sugestões e esquecia-me do assunto logo em seguida.
Uma vez pensei em um título para o suposto livro. Não possuía a menor intenção de escrever, mas brinquei de imaginar qual seria o título se o fizesse. Sem um título acho que não teria começado. O empurrão inicial que me levou ao atual título surgiu há pouco tempo, no banho, enquanto a água fria do chuveiro caía sobre meu rosto. Em casa, tomando aqueles banhos longos em que a gente fica enchendo a boca de água e depois soltando como se fosse uma baba, (sei que você já fez isso) tentei pegar com os pés (por causa da preguiça) um micro sabonete que sobrou no chão e já ia sumindo pelo ralo. Não consegui. Como estava sozinho (sem aquele pessoal que freqüenta os chuveiros dos vestiários masculinos e vivem esperando você se abaixar para assobiarem) não vi mal em abaixar para pegá-lo.

Mas sabe... não entendo até hoje porque o box de casa, além de ter apenas um metro e meio quadrado, tem uma torneira na parede a apenas meio metro do chão e foi nela que sentei com tudo:

— Aaaaaaaaaiiiiiiiii... ai... aiaiaiai!!!!! – gritei desesperado.

A dor, inimaginável para você, foi no local que chamam de cóccix, aquele ossinho que você também tem. Veja então a seqüência: ao bater o cóccix, a torneira abriu, jogou água no resto do sabonete que já estava se desfazendo no chão, ensaboou tudo e vlapt! Mesmo de cócoras, minhas pernas foram para o ar e aquele barulho ridículo de pele batendo na água e no chão aconteceu; fora a cabeçada, para fechar o show.

Mas aposto que você se esqueceu do tamanho do box e não imaginou que minhas pernas ficaram para cima. Não imaginou que com o resto do corpo esticado no chão, fiquei preso e imóvel com a água caindo diretamente no meu rosto:

— Calma — refleti, tomando cuidado para não chamar a atenção da família.

Observei minha posição, mas não muito, pois uso lentes de contato e não dava para manter os olhos abertos com a água batendo no rosto. Corria o risco delas irem pelo ralo... Nem sequer pude pedir ajuda. Tenho mais três irmãos que iam querer fotografar antes de me ajudar.

Somente agora você pode ter para sempre em sua memória, a exata posição em que me encontrava ao pensar no título para o livro que tão bem se encaixa em minha vida.

Na mesma noite, deitado e enfaixado na minha cama, comecei a escrever...

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Evandro A. Daolio é escritor, autor dos livros "Ria da minha vida antes que eu ria da sua" Os volumes 1, 2 e 3 são hilários e essa semana foi lançado o volume 4 dessa série intitulado "Ria da Sua Vida 4 e da minha ainda mais". Conheça um pouco mais de Evandro no site www.riadaminhavida.com.br e adquira os livros nas livrarias Saraiva e Cultura ou nos seus respectivos sites.

Siga Evandro no Twitter: @Evandrodaolio