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domingo, 15 de maio de 2011

Webjet: Suicídio nos ares por Káthya


Comprei o bilhete aéreo através da internet saindo de Salvador com destino a Fortaleza no vôo 5834 saindo às 15h33min e chegada ás 17h20min h; ao falar com amigos fui alvo de gozação tipo: “vai de “buzu” /ônibus que voa, cuidado porque você poderá tentar levantar, e o assento não se desprende de tão apertado que fica o espaço para as pernas, a tripulação deve ter feito curso para transporte rodoviário, o que vai deixar de herança para os amigos, já fez o testamento “... E por aí vai. Confesso que até briguei e arrisquei.
Ao chegar para despachar a mala encontrei várias pessoas que se amontoavam, e não sabiam a quem se dirigir vez que no balcão da companhia não havia informação do cancelamento do vôo. Sem ainda acreditar e após várias tentativas fui informada de que deveríamos aguardar até ás 16 horas para ir ao balcão da TAM. Pensei comigo mesma: Isso não esta acontecendo!
De repente, uma moça ainda com ar de quem estava acordando diz:
- Cheguei agora e só sei que houve problema na aeronave, falem com a supervisora.
Procurei a tal pessoa e fui atendida por um homem que era da Empresa e apenas confirmou que não haveria o vôo, que também achava um absurdo, que sentia muito se eu teria prejuízos em negócios com hora marcada em meu destino, mas ele não tinha jeito a dar.
Liguei para a ANAC prestei reclamação, recebi número de protocolo, porém sentei e esperei até ás 20h43min h quando embarquei na TAM e fui cordialmente tratada por toda a equipe desde o balcão no aeroporto até o desembarque.
Entretanto, o que seria de mim que já estava com o bilhete para retornar no domingo pela webjet no vôo 6720 ás 15.37 horas? Mais uma vez preferi não pensar no pior e quando o tal webjegue decola, o desespero: um calor insuportável, passageiros reclamando em voz alta, as aeromoças (?) despreparadas e mal educadas, o caos estava estabelecido e o jeito foi orar.
E DEUS nos ouviu porque ao pousar estupidamente no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães ouvimos um estouro tremendo, um fedor de fuselagem queimando, e antes mesmo que ouvíssemos a mensagem para levantar estávamos de pé, e aterrorizados ouvimos em voz alta a tripulação comentar acidente com a aeronave.
Só me restou olhar para os que ainda iriam até Porto Alegre e dizer: CORAGEM! Se trocarem para outra companhia agradeça e siga rápido, pois só posso sugerir que a WEBJET inove oferecendo pacotes com as aeronaves em solo para que as crianças possam ter idéia do que poderia ser um avião... Nem pensar em voar!
Respeito, dignidade, cordialidade, segurança, princípios básicos para com os deveres da aviação estão totalmente desconhecidos quando se trata da WEBJET, portanto se pretende arriscar a sua vida, siga em frente e cometa um suicídio nos ares.
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Káthya tem alguns artigos publicados no blogstorm. Confira nos artigos anteriores.
Putz... Depois desse relato nem pensar mais em voar na Webjet. Na Web só navegar...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Defesa de um modelo Por Ronaldo Mota Sardenberg

Matéria publicada no Globo em: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/01/31/defesa-de-um-modelo-923646777.asp no dia 31/01/2011.


As agências reguladoras são de grande relevância no cenário institucional brasileiro. A Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, foi a primeira instalada no Brasil, há 13 anos, com o objetivo de regulamentar, fiscalizar e outorgar serviços públicos. Para isso, alicerçou-se na universalização, na competição e na qualidade dos serviços.
Os êxitos do atual modelo das telecomunicações são fruto, entre outros fatores, da atuação da Agência na organização do mercado, por meio de marco regulatório consistente, e na correção e punição de condutas irregulares. O consumidor, o cidadão brasileiro, pode contar com o empenho da Anatel em propiciar as condições para que ele possa exercer plenamente seu direito à comunicação e, assim, desempenhar atividades essenciais ao seu crescimento social, cultural e econômico.
Exemplo da preocupação da Anatel com os usuários de serviços de telecomunicações está no lançamento pela Agência, há dois meses, do Plano de Ação Pró-Usuários, conjunto de esforços para ampliar a participação da sociedade no processo regulatório, contemplar com recursos os mecanismos de controle social e fortalecer a promoção da proteção dos direitos dos consumidores dos serviços de telecomunicações, no âmbito da Anatel.
Não se pode deixar de mencionar a recente revisão do Regulamento sobre Áreas Locais para o Serviço Telefônico Fixo Comutado, que permitirá a realização de chamadas telefônicas a custo de ligação local entre todos os municípios de uma mesma região metropolitana ou de região integrada de desenvolvimento que possuam continuidade geográfica e o mesmo código nacional de área. As novas regras deverão beneficiar quase 70 milhões de pessoas em todo o Brasil.
Hoje, todos os municípios contam com os benefícios das telefonias fixa e móvel. Em 2010, o Brasil superou a marca de 200 milhões de celulares, com mais de um celular por brasileiro - índice que coloca o País na quinta melhor posição mundial - e a telefonia fixa conta com cerca de 60 milhões de acessos instalados. A competição é uma realidade na telefonia móvel e na TV por assinatura, e ninguém melhor que o consumidor para atestar os avanços conquistados.
A Agência também tem adotado providências para que redes e serviços sejam suficientes ao cumprimento dos compromissos firmados pelo País para a realização de eventos esportivos de projeção internacional. Desde 2007, por ocasião dos preparativos aos Jogos Pan-Americanos, a Anatel definiu um grupo de técnicos que se reúne periodicamente com o objetivo de realizar ações para atendimento adequado às demandas de eventos como o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, o carnaval do Rio, os Jogos Mundiais Militares (2011), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016).
A qualidade dos serviços de telecomunicações, no entanto, precisa avançar e é permanentemente objeto da fiscalização da Anatel junto às prestadoras. Na visão da Agência, fiscalizar é zelar pela continuidade e pela qualidade dos serviços, bem como pelo atendimento adequado aos usuários.
Na era da informação, com a evolução da tecnologia analógica para a digital, é fundamental que a Anatel tenha plenas condições de combater o número crescente de reclamações e a repetição de falhas que afligem os consumidores. É inaceitável a perpetuação dos altos índices de reclamações, como os erros de cobrança em conta - maior ofensor registrado pela Central de Atendimento, que apenas em 2010 registrou mais de 3 milhões de ocorrências. O trabalho de proteção e defesa dos direitos dos consumidores é esperado e cobrado pela sociedade; trata-se de missão estabelecida na lei de criação da Agência e na própria Constituição.
Nesse sentido, a Anatel trabalha para aprimorar sua fiscalização, sem descuidar da garantia constitucional do sigilo dos dados pessoais dos usuários, passando a processar de forma informatizada, com maior confiabilidade e agilidade, as informações fornecidas pelas empresas.
Os softwares de análise de registros de chamadas, adquiridos pela Agência, como recentemente noticiado, permitem acesso a informações brutas numéricas e codificadas, não relacionadas a dados cadastrais de usuários.
Com elas, será possível confrontar informações sistêmicas com padrões de tarifação - sem invadir a privacidade dos consumidores. Os aplicativos não permitem acesso remoto, nem em tempo real, ao tráfego das centrais; eles apenas leem as informações encaminhadas pelas prestadoras, para adoção de providências pela Anatel.
Esse procedimento é rotineiro e executado, desde a criação da Anatel, a partir de dados fornecidos pelas empresas para aferir a qualidade e a confiabilidade dos serviços e para atender a reclamações específicas de usuários. Sem essas informações, tendo em vista o crescimento do setor, vai-se tornando cada vez mais difícil fiscalizar o cumprimento das obrigações legais e regulamentares impostas às prestadoras.
É importante reafirmar que a fiscalização da Agência não tem, nem terá, acesso ao conteúdo das comunicações, ou seja, às conversas e mensagens trocadas entre os usuários.
A Anatel tem pautado sua atuação pelo respeito ao marco constitucional e legal, de forma a preservar e zelar pelo sigilo dos dados privados de usuários e de regulados.
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RONALDO MOTA SARDENBERG é presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).