terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ADOTE UM PRESO Por ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA

Foi publicado na Folha de São Paulo em:
http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2014/01/1395677-desembargador-critica-defensores-dos-direitos-humanos.shtml

"Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Janio de Freitas, à ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda."

E o próprio desembargador comentou seu texto (vide http://www.averdadesufocada.com/index.php/poltica-interna-notcias-103/10015-170114-adote-um-preso)



A opinião do desembargador foi publicada no jornal Folha de São Paulo. Agora veja o Desembargador comentando o próprio comentário:
“A Folha de SP, hoje, publica carta minha, onde ironizo os “baluartes” dos direitos humanos.
 Agora, com o morticínio de presos no Maranhão, jornalistas e intelectuais “engajados” escrevem e opinam copiosamente sobre a questão carcerária e os direitos fundamentais. São como urubus, não podem ver uma carniça.  
 Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.  
 Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.  
 Pernas pra que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e… os menores ficaram presos.
 É assim que funciona a “esquerda caviar”.

Rogério Medeiros Garcia de Lima é desembargador em Belo Horizonte-MG
(Nota do Editor do Blogstorm: - Concordo plenamente com o pensamento do Excelentíssimo Desembargador. Se todos os Juízes do Brasil agissem de forma semelhante, estaríamos vivendo em um país mais justo)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Convite urgente para os Maranhenses

De acordo com todos os acontecimentos que estão prejudicando toda a sociedade de São Luís, eis que surge um convite, mas que considero uma grande e imperdível convocação em busca da paz e da liberdade. 

Convite: 
Somos um grupo de amigos, reunidos, e incomodados com a situação de insegurança na capital maranhense, decidimos realizar um ato simbólico promovendo a PAZ, pedindo a PAZ em nosso estado. 
Movidos pela tristeza causada pela tragédia do último dia 03 vitimando adultos e crianças, e fatalmente a pequena Ana Clara de 6 anos, idealizamos uma pequena passeata em silêncio, todos vestindo completamente o branco da paz, carregando flores brancas, saindo da Deodoro e chegando a praça Maria Aragão, onde soltaremos balões brancos, faremos uma oração pedindo paz com a presença de um pastor e um padre, escreveremos a palavra "paz" com as flores e por fim, teremos uma cantata pela paz, com artistas da terra que se juntaram a nós nesta causa. 
São eles, já confirmados: Betto Pereira, Natalia Coelho, Tutuca Viana, Milla Camões, Sérgio Habibe, Luciana Simões, Roberto Brandão, Marcelo Resende e Nosly Jr. 
Contamos com a sua presença, vestindo a paz, carregando a paz para este ato simbólico, apartidário, no dia 15/01/2014 (quarta-feira) às 14h (concentração na Deodoro, em frente a Biblioteca Pública). 
Convide a familia e os amigos, principalmente mulheres. 
Esta causa é nossa!!!
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Nota do organizador do blog:
O Blogstorm é a reunião de amigos que escrevem sobre suas especialidades ou não em uma linguagem que qualquer leigo possa entender. Esse convite foge um pouco da ideia inicial do blog, mas se tornou necessária a sua publicação pela quantidade de amigos e leitores que temos nessa linda cidade que nesse momento sofre com o terror da insegurança já relatada brilhantemente por Ney Bello no primeiro artigo de 2014 publicado no dia 07 de janeiro.
Então, convoco os leitores e amigos do Blogstorm a comparecerem nesse ato pela paz!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PEDRINHAS: A CONTA SEMPRE CHEGA! Por Ney Bello

Foto: Reprodução internet

Dizem que o filósofo alemão Jüngen Habermas, em visita ao Rio de Janeiro, olhou para aquele mundo de favelas sobre os morros, repletas de excluídos do asfalto, dominadas por traficantes e carentes de quaisquer atuações do Estado e murmurou para o cicerone ao lado: - “A minha teoria da ação comunicativa, que se baseia na igualdade dos sujeitos do discurso racional, teria sido outra se eu tivesse vindo aqui antes.” A tradução corrente para este diálogo é que é impossível falar em racionalidade, direitos e igualdades frente a desigualdades tão profundas.
Há quem conte que o francês Michel Miaille, perdido nas bordas de uma grande cidade do Brasil, e diante da miséria clarividente perguntou a um aluno: - “O que vocês vão fazer quando todas estas pessoas da periferia resolverem invadir os vossos quintais?”
Não há como saber se tais diálogos existiram, mas ‘se non é vero, é bene trovato’, e ambas as falas servem como alegorias, sem muito rigor, para a análise que pretendo fazer dos acontecimentos na ilha de São Luís.
O passado cobrou seu preço!
O presente tem a responsabilidade do futuro!
Somos uma sociedade ilhéu minoritariamente de classe media baixa, comprimida entre bairros bem próximos uns dos outros e cercados pela mesma massa de excluídos citada pelo alemão. E a conta – a invasão das praias e dos quintais – a que aludia o francês, virou primeira página do nosso jornal do dia.
O Maranhão é o Estado mais pobre da Federação. Tem o pior IDH do país. Em nenhum outro lugar morrem tantas crianças na primeira infância. Não há onde exista tanto analfabetismo, desemprego, desamparo e miséria em solo brasileiro. Vejamos os dados do Pisa - Programme for International Student Assessment - e descubramos que a Atenas brasileira virou apenas brasileira. O Brasil está no terceiro mundo. Estamos no terceiro mundo do Brasil. O Brasil tem padrões sul-americanos de educação, saúde e emprego – todos muito ruins - e nós temos padrões africanos – todos deploráveis. Estamos qualitativamente mais próximos da Tanzânia e de Uganda do que do Chile ou da Argentina. E isto é estatístico e está disponível para quem desejar ver. São dados técnicos, e não mera figura de retórica.
Na penitenciária de Pedrinhas, esta massa de excluídos, condenados e miseráveis, chega desde este universo em que o Estado lhe nega tudo, e onde é impossível viver sem violência. Ali, ela mergulha num processo maior ainda de desumanização, que reduz o homem a uma sobra do que é ser humano. A família do preso é obrigada a trabalhar para os chefes do crime, sob pena de morte; os detentos são obrigados a permitirem que suas esposas mantenham relações sexuais com outros – numa espécie de estupro consentido – em troca de sobrevivência. E o que dizer destas mulheres que para não morrerem, têm de suportar tamanha barbárie? É fácil traficar armas, drogas, celulares e o que mais de necessário for, vez que a administração penitenciária ou é refém da criminalidade ou conivente com ela. Olhar nos olhos de alguém pode significar decapitação; querer alguma humanidade pode significar a morte.
Neste estado d’arte, de completa ausência de humanidade, de falência do Estado, de descontrole da administração do espaço, o que nos assegura que nossos quintais não sejam invadidos e as espoletas estourem os nossos miolos, na primeira oportunidade? O que têm a perder os excluídos da cidade - reduzidos à essência animal - que os fazem não invadir todos os quintais do mundo?
E que defesa é acessível aos inocentes pobres do asfalto que não possuem hipótese alguma de resistência? Que morrem carbonizados nos ônibus numa cidade onde não há sequer unidade médica para queimados?
Há quem defenda para Pedrinhas a Solução Final. Propositadamente eu uso o mesmo termo do nazismo alemão para demonstrar o tamanho da absurdez e da desumanização que isto também representa. Cercados de tanta miséria e violência muitos de nós pensam violentamente. Ao considerarmos fazer com a penitenciária o mesmo que foi feito no Carandiru, estamos nos igualando aos mesmos sub-homens que ordenam decapitações, que queimam crianças nos ônibus, e que se responsabilizam por 65 assassinatos em um ano, bem ao nosso lado. Este dado, por si só, já representa metade de um Carandiru de Homicídios.
O complexo de Pedrinhas não é mais uma penitenciária. É uma trincheira do crime. É uma escola de delinquência que somente existe por que criamos uma fábrica de exclusão social, fabricamos uma usina de miséria, nos afogamos num mar de corrupção, envoltos numa ausência também criminosa.
Vamos eternamente nos prender ao círculo vicioso de prender, desumanizar e matar? Vamos criminalizar a exclusão, punir a miséria, mergulhar num genocídio dos miseráveis e criminosos – embora degradantes e degradados – e manter intacta a máquina que constrói esses perfis?
Recebemos a conta! Estupefatos como se não fosse crível que a lama que rodeia a ilha pudesse em fim invadir as areias das praias, a Jerônimo de Albuquerque, a Colares Moreira e a Holandeses. Atônitos, perguntamos nas esquinas o que deve ser feito. Por incompetência e egocentrismos seus e meus não percebemos através dos anos o que se passava a nossa volta. Você que me lê e eu que escrevo somos a minoria na nossa terra pelo simples fato de sermos alfabetizados para além de sabermos desenhar o nome; e somos mais minoria ainda por que podemos escrever em um computador e comprar um jornal para ler.
Quem são os culpados e o que podemos fazer?
Nossa origem portuguesa e cristã europeia sente necessidade de procurar culpados. Ouso dizer que culpados somos todos nós. Por omissão ou por ação, permitimos que tudo chegasse aonde chegou. Uns de nós bem mais - outros um tanto menos - fechamos os olhos para a violência e a degradação que invadiu os quintais do nosso mundo.
Precisamos urgentemente de menos dinheiro gasto em campanhas eleitorais; menos corrupção; mais investimentos em saúde, educação, mobilidade urbana, moradia e tudo o mais que pode fazer do bicho que existe dentro de cada ser, um verdadeiro homem. Menos egocentrismo elitista e mais humanismo, talvez ajudassem. É certo que mais policiamento, mais segurança, mais presídios e uma urgente desconstrução da Trincheira Criminal de Pedrinhas são metas prementes, porém incapazes de resolver o problema que se instaurou.
Sobre o que me propus a dizer neste artigo, lembro-me de um adesivo colado nos carros de Buenos Aires, pela junta militar, acusada internacionalmente de matar diversos dissidentes e ofender aos direitos humanos do povo argentino: Os argentinos são direitos e humanos! O discurso do poder era transformar a observação dos erros em meras ofensas externas, ditas por quem não amava a própria pátria.
Vamos nos lembrar que deixar de reconhecer os problemas de quem se ama é o primeiro passo para perder o objeto amado.
Como dirá outra vez o eterno José Chagas, e dele lembro pensando na minha São Luís, no meu lugar…
"Palavra quando acesa não queima em vão,
deixa uma beleza posta em seu carvão.
E se não lhe atinge como uma espada.
Peço não me condene oh minha amada.
Pois as palavras foram pra ti amada.”
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Ney Bello é Professor, escritor e desembargador federal

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Amor à Vida por Lucirino Fernandes


Qual é a MORAL DA HISTÓRIA passada na novela da TV GLOBO (às 21h)? 
Nas férias assisti uns 4 capítulos (fazia tempo que não assistia novela) e realmente não consegui entender a mensagem do digníssimo autor (o que é o tal “Amor à Vida”):
O cerne da novela é uma família TRADICIONAL. O pai (Antônio Fagundes, Presidente de uma Clínica de renome), que no dizer de hoje pode ser chamado de preconceituoso, homofóbico, conservador e autoritário, trai a esposa com sua secretária (que busca ferrar com ele no futuro – sentimento de VINGANÇA), contudo, no passado gerou uma filha fora do casamento (Paloma de Oliveira), bem como já “pegou” a mulher do filho. O coitado do filho (Matheus Solano) assumiu a paternidade sem saber do caso, mas não demonstra qualquer afeto por seu filho (na verdade ele é um gay buscando sai do armário e ser FELIZ com seu verdadeiro amor). 
A filha (Paloma de Oliveira) se apaixona e engravida de um MACONHEIRO (também vítima das circunstâncias da vida), mas, quando a criança nasce, o irmão (Solano) SEQUESTRA e ABANDONA criança em um lixão. No mesmo dia a criança é achada por um homem (Salvador) que é pai em face do VÍNCULO AFETIVO ( mas FALSIFICA DOCUMENTO para se apresentar como pai). Mais tarde o pai aparece (o maconheiro redimido), sequestra a criança (filha biológica) e demonstra sinais de que é um SOCIOPATA, sendo ajudado por amiga (mulher com relações estreitas com TRÁFICO DE DROGAS).
O filho gay (Solano) diretor da Clínica sacaneia e esculhamba com todo mundo (CRIMINOSO ESPERTO), mas que na verdade é uma vítima do pai HOMOFÓBICO (a mãe não é conservadora, pois, entender a homossexualidade do filho – uma boa mãe). 
Na Clínica trabalha dois médicos heterossexuais casados formalmente, mas que na verdade são apaixonados (a paixão é traduzida como transar no carro, na clínica, onde der - como faz os animais - rsrsrsrs). Na Clínica trabalha um advogado gay que quer ser pai e para isso transa com a amiga de seu parceiro para enfim realizar seu sonho de ter uma FAMÍLIA HOMOAFETIVA (o sexo com a mulher é um sacrifício necessário, fato que em nada altera sua homossexualidade). Ademais, existe na clínica uma mulher que é doida para perder a virgindade a qualquer custo, mas nunca da certo.
Na Clinica existe ainda um Médico (casados por duas vezes) com alto cargo, mas que perde a memória e se casa com mais uma mulher (Bigamia). Após recuperar a memória ver a realidade e fica confuso e indeciso entre duas mulheres (uma rica e outra pobre). A mulher pobre possui uma única filha (engraçada e piradinha - fora da casinha) que também tem um único objetivo: dar o tal GOLPE DA BARRIGA em um milionário (ensinamentos da sua mãe) e para isso abre mão de tudo, inclusive, do seu amor verdadeiro (um cara chamado de PALHAÇO).

BEM, ESSE É O RETRATO QUE A GLOBO MOSTRA DA FAMÍLIA BRASILEIRA E QUE TODO MUNDO ACHA GRAÇA!

Lucirino Fernandes é um grande amigo e colega de trabalho na Anatel.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Precisa-se de Matéria Prima para construir um País" Por João Ubaldo Ribeiro


Texto retirado do jornal do meio ambiente, publicado em 14 de novembro de 2005, por João Ubaldo Ribeiro. 


A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e
Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve.
E o que vier depois de Lula também não servirá para nada..

Por isso estou começando a suspeitar que o problema
não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula.
O problema está em nós. Nós como POVO.
Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA" é a moeda
que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma
virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e
respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais
jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas
caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal...
E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE
ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são
papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam
para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes
e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo
porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a
declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito.

Onde os diretores das empresas não valorizam o
capital humano.

Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as
pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo
por não limpar os esgotos.

Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e
nos queixamos de como esses serviços estão caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior
nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato
ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem
econômica.

Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar
projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco
ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados
médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame.

Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança
nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que
está sentada finge que dorme para não dar o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o
pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos
esbaldamos em criticar nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me
sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda
de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como
brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente
através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não! Não! Não! Já basta!!.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta
muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.

Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA"
congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até
converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do
que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e
honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não em outra parte...

Me entristeço.

Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que
o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas
enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem
serve Lula, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de
baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro
para os lados, ou como queiram, seguiremos
igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!!

É muito gostoso ser brasileiro.
Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser
um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a
coisa muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um
Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos
brasileiros não poderá fazer nada.
Está muito claro... Somos nós os que temos que
mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que
anda nos acontecendo:
desculpamos a mediocridade mediante programas de
televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi
procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,
exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de
desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE
O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.. MEDITE! 


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João Ubaldo Ribeiro é escritor consagrado. Baiano da ilha de Itaparica. Particularmente gosto muito de seus livros e textos.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O letreiro lá do alto por Marcelo Torres

Desde os tempos de Salvador, toda vez que passava pelo Rio Vermelho, a pé ou de carro, porque de ônibus ou de bicicleta não dava pé, este pecador prestava atenção num letreiro há anos pregado lá no alto de um templo:

“Arrependei-vos e crede no Evangelho.”




De dia, indo ou vindo, ali entre o Largo da Mariquita e o Largo de Santana, há de se notar a famosa frase bíblica, um chamado para a conversão que teria sido feito por Jesus Cristo, segundo Marcos.

Curioso – talvez estratégico – é que o aviso reluz alto entre notórias casas profanas da cidade, como o Boteco do França, o Botequim São Jorge e o Bar Padaria, na mais famosa zona boêmia de Salvador.

À noite, então, é que o imperativo fica ainda mais vistoso, porque iluminado em verde neon. Já de longe se vê a frase, que paira sobre carros, ônibus, postes, prédios, pessoas, árvores.  

“Iemanjá se mira
Em seu líquido espelho
De búzios e luzes
Quando a voz atroz
Dublando Jeová
Adverte Iemanjá
Num tom grisalho, velho:
Arrependei-vos
E crede no Evangelho!” (Canção do Monte Conselho, Nei Lopes)

Não há como não reparar o chamativo neon verde.

Veem-no os dois banhistas da noite, que se demoram entre pedras e areias; os andantes que vagam sem pressa pelas calçadas; os meninos que vendem amendoim nas mesas dos largos; os homens e mulheres a beber e comer.

Avistam-no os viajantes, de lá das janelas dos hotéis ou das piscinas nos terraços. Quantos, ali, viajam a negócios? Quantos são turistas? Quantos visitam igrejas?  Quantos são os gringos? Quantos fazem turismo sexual?   

Arrependei-vos e crede...

E veem-no, do alto dos prédios, os moradores do Rio Vermelho, de Amaralina e da Vasco da Gama, para que se arrependam de toda gula e avareza, da ira e da luxúria, da inveja, da preguiça, da vaidade.

Arrependei-vos, ó reles pecadores!

Desde os tempos em que morava em Salvador, toda vez que passava pelo Rio Vermelho, eu sempre olhava lá para cima, não necessariamente para me arrepender e crer, mas sim para contemplar aquela conjugação.

Achava divina a conjugação do verbo crer. Admirava esse imperativo afirmativo, ainda mais na segunda pessoa do plural - crede vós. E lá vinha o futuro do presente do indicativo: eu crê-lo-ei; tu crê-lo-ás; ele crê-lo-á; nós crê-lo-emos; vós crê-lo-eis; eles crê-lo-ão.

Crê-lo-ão eles, os crentes?

E viajava no verbo até o pretérito perfeito simples: eu cri, tu creste, ele creu, nós cremos, vós crestes, eles creram. Nessa viagem, o “cri” e o “creu” faziam surgir uma voz a indagar:

- É cri mesmo?
- Sim, verbo crer, primeira pessoa do....
- E esse creu! É creu mesmo?
- Sim, ele creu.
- Ele creu?!?
- Sim: é terceira pessoa do singular do pretérito...
- Chega! Cruz credo!

Esses dias, revisitando Salvador, ainda no hotel, entrei no Google e dei um pulo na Tabacaria - a Tabacaria de Álvaro de Campos, o heterônimo de Fernando Pessoa - e lá estava o “cri” num verso, um verso que parecia epitáfio: “Vivi, estudei, amei, e até cri”.

Outra busca eletrônica e chego à Poesia Seleta do pernambucano Benedito Cunha Melo:

Fez-me lembrar a voz do grilo
Noite adentro, aqui, ali
A paz do mundo tranquilo
Em que já cri...ci...cri.

Então, lá fui eu: Pituba, Amaralina, Rio Vermelho, Mariquita e, lá no alto: “Arrependei-vos e crede no Evangelho”. Descendo a vista, porém, via-se na parede bege do templo evangélico uma pichação:

“Enfia a mão no bolso, querido irmão”.


Se não estivesse na Soterópolis, a cidade do Salvador, capital da Bahia de Todos os Santos, talvez eu não tivesse crido. Mas cri – sem enfiar a mão no bolso, óbvio. E só cri porque vi. 
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Marcelo Torres é cronista e gentilmente autorizou a reprodução de suas crônicas no Blogstorm
Se gostou das crônicas do Marcelo, entre em contato através do e-mail marcelocronista@gmail.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Maratonas - Desafios Por Pedro Alberto Brasil

Como vários de vocês sabem, no último dia 07/10/2012, tive a oportunidade de encarar um desafio, a Maratona de Chicago, junto com a Lú e a Lica, dentre outras pessoas.
Bem, gostaria de registrar que todos nós completamos esta prova, com muita luta e desafios pessoais, que cada um carregou durante esta corrida. De minha parte, posso ressaltar que terminar uma prova desta magnitude me encheu de muita alegria, emoção e orgulho.
Aprendi que, durante as 05h 13' 23'', tempo oficial, (pace 7:26/km - veloc. 8,3k/h) que permaneci correndo e alguns momentos andando, que corrida não se faz de pernas e pulmões. O coração, no sentido físico e emocional é o principal articulador e mola propulsora para conseguirmos chegar até o fim. A cabeça como alguns dizem, não me fez QUEBRAR, pois meu CORAÇÂO estava a frente de tudo.
Correr sozinho, sem música e num frio de 0°C numa prova tão longa, não trouxe para mim, desânimo ou quaisquer outros sentimentos que me fizessem parar. A cada dificuldade enfrentada, cada um de vocês se fez presente. É impressionante, chegava a conversar com cada um de vocês ao longo desses 42,2 km. A Juliana e as meninas, nem se falam, pois são fontes inesgotáveis de incentivo, energia e amor.
Gostaria de agradecer a todos vocês que me incentivam a conquistar novos desafios, sejam os profissionais que me assistem, sejam os amigos que dão força e torcem por mim.
Não posso esquecer, logicamente, da turma do boteco, fiéis companheiros e porque não, atletas das mais diversas categorias. A vocês, tenham orgulho, pois passo a ser um maratonista, de Boteco.
O tempo que fiz, para alguns soa vergonhoso, mas podem ter a certeza, de que me sinto um campeão, pois viver o que vivi nesta prova, não se mede em palavras ou TEMPO e sim em sentimentos.
Fica registrado um grande abraço a todos vocês e saibam, que tenho orgulho de tê-los ao meu lado, assim como tive orgulho de ter terminado esta Maratona.


Pedro Alberto Brasil é Engenheiro, mora em Belo Horizonte e se tornou um grande amigo/irmão há alguns anos. Foi o primeiro cara que me incentivou a correr como forma de me exercitar e me divertir. Hoje estou me preparando para os meus primeiros 10 km e futuramente correrei em provas como a Volta da Pampulha (18km) e a São Silvestre (15 km). Esse depoimento mostra que todos nós somos capazes, bastando vontade e claro, uma boa assessoria esportiva.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

A MÁQUINA E O HOMO-SAPÍENS’ por Maria José Camelier

Mecanismos, ferragens,
botões se movimentam
luzes se acendem
E a máquina devora tudo
e o homem fica mudo
querendo ajoelhar-se naquele pedestal de aço...

A máquina é isso aí que vejo
Será que satisfiz o meu desejo
vendo a homem com os dedos
Dizer que do cálculo não tem medo
Porque a sua inteligência
Já sabe o que quer...

Sua mente é infinita
cada vez evoluindo...

Mas não sente que o progresso
diminui a sua força de em Deus acreditar
Tornando-o materialista
Muitas vezes fatalista
Não tendo jeito pra dar...

Os botões são pressionados
Tudo ali é programado
É tudo muito bem feito
era que a máquina ou o homem
É símbolo de perfeição...

O homem está evoluindo
mas esquece que está diminuindo
Diante da miséria que passa os seus irmãos
Será que a máquina lhe ensina
A mudar a triste sina
De quem está virando lixo?...
A máquina dá jeito nisso?...

4..3...2...1... gravando... perfeição
E você, homo-sapiens
Encontrou a solução...

(Maria José Camelier, in livro de Poesias Pétalas Vermelhas, 1997)

Na década de 70, quando professora em um colégio público, consegui levar cerca de 40 alunos para um centro de Informática (Prodeb) e lá fomos informados da existência do primeiro computador em Washington (enorme) e os outros que iam surgindo bem menores em tamanho porém aumentando mais as informações. Como mensagem, lá deixei um poema que mais tarde foi musicado por um aluno e 1º lugar em concurso litero-musical. Deixo aqui como ilustração ao trabalho :
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Maria José Camelier é minha tia, professora da língua portuguesa e me ensinou a escrever direito. Tem alguns livros publicados. Esse é o primeiro poema de muitos que ainda serão publicados no Blogstorm

domingo, 29 de julho de 2012

O coco queimou - Incêndio no Coco Bahia Por Fernando Camelier


Domingo passado, dia 22 de julho de 2012, uma das melhores casas de gastronomia da Bahia pegou fogo, trata-se do Coco Bahia, onde podíamos saborear tapioca, pizzas e degustar drinks espetaculares com preços honestos e um atendimento acima do padrão oferecido em uma cidade como Salvador.
Estar no Coco Bahia dava uma sensação de fugir da nossa realidade, compartilhando bons momentos em um ambiente familiar, no clima agradável de uma floresta tropical, ao som de boa música ambiente convivendo harmoniosamente com aves e peixes ornamentais.
E os aniversários? Curtir a alegria que todos os atendentes proporcionavam cantando Ilariê, batendo panelas e revolucionando a vida das pessoas sem cobrar mais por isso.
É esse o estilo de atendimento que os moradores de Salvador merecem e essa é a minha singela homenagem ao Coco Bahia, lembrando que, da mesma forma que a Fênix renasce mais bela das cinzas, o Coco queimado poderá vir a ser mais saboroso ainda.
Fico aqui na torcida para que essa excelente casa possa ser reerguida voltando com toda força e oferecendo aos seus clientes o atendimento nota 10 que a Bahia merece!

* Foto antes e depois retirada do site Ibahia.com

domingo, 20 de maio de 2012

Nota de repúdio Por Servidores da Anatel Bahia

Os servidores da Anatel lotados no Escritório Regional da Bahia- ER08 editaram Nota de Repúdio contra a atual gestão da Anatel.

Nota de repúdio

Servidores da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, lotados no Escritório Regional da Bahia – ER08, reunidos no dia 16 de maio de 2012, manifestam o seu total repúdio à Portaria nº 461/2012, que anula artigos da Portaria 430/2009, retirando uma ...séria de conquistas benéficas para a sociedade e o serviço público.

Repudiam, ainda, a postura autoritária e déspota do Presidente do Conselho Diretor, João Batista de Rezende, que:

a) Evita manter o diálogo constante com os representantes da categoria, agindo de modo arbitrário em decisões que interferem diretamente no cotidiano dos servidores;
b) Faltou com a transparência e não trouxe à tona a discussão com os servidores sobre as intenções acerca do tema, ao arrepio da Lei nº 12.527, de 18 de novembro 2011;
c) Não apresentou qualquer motivação legítima para alterar a jornada estabelecida na Portaria nº 430, de 2009, baseando sua decisões em parecer absolutamente opinativo e extremamente contestável;
d) Não considerou os indicadores de aumento de produtividade destacados pela gestão anterior;
e) Desconsiderou o impacto negativo da anulação dos artigos da Portaria nº 430, de 2009, tanto à Administração Pública como aos servidores;
f) Desconsiderou o parecer emitido pelo Tribunal de Contas da União – TCU acerca do tema;
g) Não dá transparência aos processos seletivos para cargos comissionados, descumprindo o disposto nos artigos 27 e 33 da Lei nº 10.871, de 20 de maio de 2004;
h) Traz desequilíbrio ao clima organizacional da instituição;
i) Adota visão retrógrada de gestão de recursos humanos.
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Nota do Sinagências:
O sentimento dos servidores é que a Anatel vem sendo sucateada. Pensávamos que o novo governo iria trabalhar para o fortalecimento das Agências -- como bem dito pela Presidenta Dilma em seu discurso de posse -- entretanto, o que se vê é uma busca pelo enfraquecimento das Agências para que não exerça de forma eficiente o seu dever. Algumas ...medidas mostram este enfraquecimento: o quadro de funcionários é pequeno para atender as demandas da sociedade; questões orçamentárias, diárias e passagens, benefícios de servidores que são autorizados pelo Ministério das Comunicações; dentre outros. Será que não deveríamos ter mais independência?
Quanto à gestão dos recursos humanos o problema vem aumentando: vários servidores têm deixado a Agência para servirem a outros órgãos, os contratos terceirizados foram cancelados, o posto médico foi fechado, não há estagiários suficientes, e agora acabaram com o horário flexível e corrido que era considerado pelos colegas um benefício enorme. Esta última atitude configurou a "gota d'água" para os servidores.
Acreditamos que a gestão anterior tinha uma visão moderna e preocupada com o bem-estar do servidor e defendia a autonomia das agências. Por outro lado, na nova gestão, o pensamento é de que as agências não possuem autonomia administrativa e que a prerrogativa é da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.
Hoje fomos informados que a portaria instituída pela gestão anterior foi considerada ilegal, não teremos mais o horário de 7h + 1h de sobreaviso e que teremos 30 dias para nos adaptar ao novo modelo. Ora, 30 dias? Imagine só o transtorno que teremos para estruturar neste curto tempo tudo aquilo que vem sendo feito e organizado por 3 anos. Hoje eu acompanhava os estudos da minha filha pequena em casa, marcava médicos e tratamentos sem precisar sair do horário de trabalho, fugia dos engarrafamentos, ia a academia e podia levar minha filha também, ganhava tempo de qualidade com a minha família e cuidava da saúde - ganhava em qualidade de vida!
O interessante é que adotamos este modelo chamado HFlex há 3 (três) anos e havia um respaldo do TCU que entendeu que a Anatel tem sim autonomia para gerenciar os seus recursos humanos. Inclusive, outros órgãos adotam modelos parecidos de jornada de trabalho tais como Banco Central, Receita Federal, CGU, TCU e outros.
Além disso, foram realizados estudos que demonstraram resultados positivos do horário flexível, sendo um deles o um aumento no horário de atendimento ao público que passou a ser das 7h às 20h ininterruptas ao invés das 8h às 18h. Se contar ainda com o nível de motivação dos servidores e o clima organizacional que melhoraram muito, a perda é ainda maior. Consideramos o HFlex uma conquista, um benefício e uma demonstração de valorização do servidor por parte da alta gestão. Vários países do mundo vêm buscando trabalhar em prol do resultado organizacional com a determinação de garantir da qualidade de vida dos seus funcionários.
Esta atitude foi a "gota d'água" mesmo, o descrédito, a indignação e a tristeza dos funcionários é notória. Ontem viemos vestidos de "preto" para mostrar o nosso luto. Estamos mobilizados e assustados com as novas atitudes da nova gestão da Anatel.

Ademais, neste momento, cabe a nós servidores tentar entender o que configura essa tal de autonomia das agências reguladoras em regime especial? Será que existe mesmo? Até aonde vai?